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Ago 16

Tenho de falar porque ainda é um direito que tenho e talvez também um dever.

O caso do miúdo de 15 ano espancado pelos filhos do embaixador do Iraque, está-me a por os nervos em franja.

E passo a tentar explicar o porquê.

Há varias situações que não consigo perceber.

Primeiro e principal duvida: porquê a imunidade diplomática?

Na minha estupidez ignorante NINGUÉM devia ter imunidade.

Na minha estupidez ignorante a imunidade é apenas uma forma que se arranjou para fazer asneiras(vou chamar assim para tentar ser diplomática) e não ser punido.

Ah e tal são representantes de um país e tal...

Então pergunto?

O Nelson Évora não é representante de Portugal no desporto que pratica? Então também devia ter imunidade certo?

Amália não foi representante de Portugal sempre que actuava no estrangeiro? E tinha imunidade?

Os portugueses que imigram, não representam Portugal nos países onde estão? E têm imunidade?

Na minha estupidez ignorante, todos somos representantes do nosso país. Cada um é representante do seu país naquilo que faz, nem que seja pelo simples facto de pagar imposto.

Depois há outro factor que me irrita profundamente.

É não termos governantes com coragem de fazer valer a regras praticadas no país.

Se nós formos para o Iraque, somos OBRIGADOS a cumprir a leis e regras desse país. Se formos para a Autralia somos OBRIGADOS a cumprir as leis e regras desse país. Então porque é que neste país não há a coragem de defender os seus????

Depois tenho outra questão: porque é que os filhos de um embaixador tem imunidade diplomática?

Vai uma apostinha em como o miúdo (caso salte o "barranco" e fique sem sequelas, coisa que duvido) não vai ter ajuda de NINGUÉM.

Sim porque não basta que o embaixador do Iraque se esteja borrifando para o "portuguesinho", como o estado português também esteja.

Vá lá o Presidente da Republica já opinou. Até fiquei surpresa, mas....

Fico triste de viver num país lindíssimo, com um povo lutador e lindíssimo, mas que tem sido governado estes anos TODOS por gente que se está borrifando para o povo e só quer saber do próprio umbigo. E só se lembra do povo quando quer poleiro...

Oh raça de governantes que não têm os "tininhos" no sitio para chamar á responsabilidade que mete a pata na poça.

Oh triste povo que se vê ao abandono, ou só conta com ele próprio para se desenrascar perante indivíduos que se dizem pertencentes á raça humana.

Continuem assim que vão no bom caminho não haja duvidas.

A verdade é que se fosse ao contrario já estava a família toda de cana...

E por aqui me fico.

Tenham um bom dia.

 

 

publicado por donadecasadesempregada às 08:54

Bom, posso depreender que nem sequer chegou à 2ª frase do texto que me dei ao cuidado de ler e interpretar antes de postar. É que, apesar de começar ao invocar os princípios da diplomacia do século XVII, de modo a dar uma pequena contextualização quanto à evolução da diplomacia, a partir da 2ª frase o texto foca-se no actual. Aliás, o texto é 100% neutro focando apenas a explicação das diversas valências da diplomacia.

Não é impossível justificar um tratado diplomático, até porque, por norma, os tratados são bilaterais e tudo aquilo que o nosso país dá a um embaixador, família e respectivos funcionários diplomáticos, também o país do embaixador dará ao nosso embaixador, família e funcionários. Não creio que o Estado Português tenha feito um acordo diplomático com o Estado Iraquiano a dar mais do que aquilo que recebe.
Quanto ao resto é apenas um conjunto vazio e desordenado de ideias. Se o embaixador do Iraque tem um bom carro e uma casa bonita, etc., isso a nós não diz respeito, uma vez que é suportado 100% pelo Estado Iraquiano. Do mesmo modo que a nossa missão diplomática no Iraque, e nos outros países, também é suportada 100% pelo Estado Português. Aliás, por norma as embaixadas e respectivo terreno são tratadas como sendo solo estrangeiro onde o governo do país acolhedor não tem jurisdição. Veja-se o caso do Julian Assange que está em liberdade na embaixada do Equador em Londres, onde a polícia o prenderá assim que puser os pés em solo britânico, ou seja, assim que sair da embaixada.

A sua última frase é completamente descabida de sentido e não percebo qual a ligação entre o estudar direito, a agressão ao jovem de Ponte de Sôr e o ser má pessoa.
Joe Mike a 22 de Agosto de 2016 às 12:21

Não se faça de ignorante. Todo o deputado tem formações de graça e outras 1001 benesses. Estava a falar de quem faz as leis de um modo geral, não interessa quem. As leis não são para funcionar assim como a PSP ou a GNR não são para defender as pessoas.
Basta ver como 2 criminosos foram libertados pondo em causa a segurança pública. A justiça tem sido mais um fardo que outra coisa. Isso dos acordos bilaterais pode-se tratar pelo nome e dizer que são os srs que fazem as leis a lamberem-se uns aos outros, mesmo que em países diferentes.
Portugal é de justiça fraca e corrupção forte,
diga lá porque é que na Austrália nem a multas esses se escapam, quanto mais homicídio.
A impunidade é rampante. A justiça é um instrumento mal usado no país. E ninguém devia ir para direito sem se provar que consegue ter uma linha de raciocínio, senão depois saem estas barbaridades incoerentes de tratados ou leis. Quem vai para direito devia ter 5 a matemática.
fr a 22 de Agosto de 2016 às 20:02

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